O Sentido da Vida:

O SENTIDO DA VIDA: Antes da queda do homem no jardim do Éden o sentido da vida era viver o presente com o Criador.
Hoje o sentido da vida é fazer Teshuvah para garantir o futuro com Ele. (Rosh Yehudah)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Marataizes / Rio Novo - ES

Estive em Marataizes-ES no ultimo shabat, de lá fomos a cidade de Rio Novo-ES, que por sinal o lugar onde nos reunimos é muito longe da cidade, em um sitio. Mas pra mim foi muito importante ver onde têm chegado nossa mensagem e como pessoas tão distantes que mora no meio do ‘nada’ tem aderido a fé e deixado o paganismo de lado. Fico satisfeito por participar deste processo, pois Yeshua disse “até os confins da terra”, ver as pessoas tão distantes, desprovido de recurso, se esforçando para cumprir a Torah, me faz lembrar o quanto o paganismo envolveu e envolve o mundo e quantas pessoas com conhecimento não fazem nada para mostrar o verdadeiro D-us e Sua vontade a este mundo pagão, quando não, critica! Baseado em Salmos 94:10-11 (que diz: O Eterno dá o saber ao homem, e sabe o quão vão são seus pensamentos) Shaul Hashaliach (Apostolo Paulo) diz: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, os quais são vãos (1Co 3:20) . É interessante pensar, que a ‘sabedoria’ dos sábios gregos influenciaram e influencia o mundo, e muitos se esforçam pra isso, mas por outro lado a sabedoria da Torah muitos não a utiliza para influenciar positivamente; o ‘mal’ é dividido; o ‘bem’... Bem, o ‘bem’, muitos preferem pensar: “é só pra mim”, os outros podem continuar no erro crendo em outros deuses e ainda assim estão ‘salvos’; pensar assim é menos responsabilidade e com certeza mais confortante.
Quando o Mashiach chegar será mais fácil levar adiante a Torah, o difícil é fazer agora ajudando pessoas a saírem da escravidão e escuridão do paganismo, com certeza quanto mais esforços empregarmos pra isso mais estaremos próximos de D-us, pois quando levamos aos outros o que recebemos de D-us, nos assemelhamos a Ele, afinal, teshuvah é voltar a origem, a ser a imagem e semelhança de D-us, e amar ao próximo como a ti mesmo é dar oportunidade, dividir a riqueza que um dia HaShem nos concedeu, a Torah.

9 comentários:

Anônimo disse...

A Halachá faz parte da Torá Oral. Nesta, o judaísmo tem nos cristãos e muçulmanos, como sendo filhos de Noach, ou seja, o judaísmo não os tem como 'escravos', 'presos ao paganismo', como foi dito na mensagem, razão, inclusive, que fez com que o judaísmo, a contar do estabelecimento do cristianismo, deixasse de ser proselitista, uma vez que estes movimentos (cristãos e muçulmanos) já tomaram esta atribuição para si, com a aprovação dos rabinos e sábios judeus, ou seja, de levar o nome de D'us aos quatro cantos do mundo, sendo, com isso, 'sócios' dos judeus.

Para nós judeus (nascidos em berço judaico ou convertidos segundo a Halachá), cristãos ou muçulmanos, segundo a lei religiosa judaica, bastam as 7 leis noéticas. O conhecimento verdadeiro da unidade de D'us será alcançada na era messiânica, onde o Eterno será Um e o Seu Nome Um. O Talmud chegou a conclusão que este desconhecimento da unidade de D'us, não os desqualificam como 'salvos', mesmo sendo trinitarianos e dualistas.

Para os judeus, 613 leis.

Então, caso queiram levar alguém ao conhecimento de D'us, louvável seria, levar tal conhecimento aos que ainda hoje são pagãos, o que, por óbvio e decorrência lógica do que diz a Halachá, excluem os cristãos e muçulmanos e não ir 'pescar' no aquário do vizinho, pois cristãos eles já são e não deixarão de ser. Ou será que excluirão de sua fé o Novo Testamento e de sua crença a fé em Jesus, seja de que forma for, com o nome de yeshua, como messias, como deus, como membro da trindade, etc??

Louvável seria, segundo a linha adotada pela CINA, 'salvar' aqueles que estariam envolvidos com 'wicca', 'orixás', 'satanismo', 'budismo', e outros que nunca conheceram o D'us de Israel como D'us Criador. Isto me parece não ser o trabalho missionário da CINA, já que deixa este difícil trabalho para os 'neopentecostais' e outros movimentos evangélicos.

Nós judeus (nascidos em berço judaico ou convertidos segundo a Halachá)respeitamos todos aqueles que professam quaisquer religiões não monoteístas, como as citadas acima (wicca, orixas, etc), pois até D'us deu o livre arbítrio para as pessoas escolherem a quem servir. Nossa tarefa de 'trazer' gentios ao conhecimento de D'us foi passada para os cristão e muçulmanos. Como minoria que somos, respeitamos e sentimos as dores das demais minorias, como aqueles que no Brasil, professam as religiões não cristãs.

Levar cristãos que já tem em seu cânom a Torá, pois ela está localizada no Antigo Testamento cristão, a algo que eles nunca serão: judeus, sem a conversão segundo a Halachá, é um engano muito perigoso.

Rosh Yehudah disse...

Shalom meu caro Anônimo Yosef, falo como amigo; deixa de pintar o judaísmo tradicional e o Talmud – Halachá – como perfeitos: “Nós judeus (nascidos em berço judaico ou convertidos segundo a Halachá)” chega até soar como meninice.
Dê-me os nomes dos “Rabinos e sábios judeus” que aprovaram a “sociedade” com os genitos, será que foram os mesmos que aprovaram o caparot e algumas outras leis, como imortalidade da alma etc, com parte do pagamento?
Se o mundo conhece a D-us, mesmo de uma forma distorcida, esses mesmos “rabinos e sábios judeus” que aprovaram isso deveriam agradecer a Yeshua, pois esta é a proposta dele (Yeshua), de levar o conhecimento do D-us único e verdadeiro a todos os povos. Não temos culpa se Roma através de seu império e poder nos primeiros séculos distorceu tudo, e isso, não deve e, não vai fazer com que deixemos de anunciar o D-us único. Se o seu Rebi lhe ordena não anunciar o D-us único, entendo e respeito; mas, o nosso mestre (Rabino) nos disse: ‘até os confins da terra’. Modéstia a parte, que nobreza!
Como os “rabinos e sábios judeus” querem ou propõe leis, se não foram os responsáveis pelo conhecimento que o mundo tem de D-us; aquele que propôs levar o conhecimento do D-us único até os confins da terra, por lógica, é ele também o responsável por apresentar as leis a serem seguidas.
Já que os “rabinos e sábios judeus” são responsáveis pelas leis de Noach, o que eles tem feito pelos “envolvidos com 'wicca', 'orixás', 'satanismo', 'budismo', e outros que nunca conheceram o D'us de Israel como D'us Criador”? Passaram para os cristãos e muçulmanos a responsabilidade... Desculpe-me amigo, quanta incompetência... Cadê o Templo?
É inegável, por isso cumpro Torah creio no Mashiach, a promessa de D-us a Israel, mas, não sei se você sabe, em toda a história de Israel, mesmo sendo a nação sacerdotal, nunca foram perfeitos, então não se iluda! Não pinte seu mundo cor de rosa, ainda mais na diáspora, sem o Templo, que representava a presença de D-us no meio de seu povo!
Já a nossa mensagem, já que você faz questão da separação, não atinge somente quem está no aquário, e não abrimos nossas portas somente para os mais afortunados, como é costume de alguns, mas é para todos, pois não fazemos acepção de pessoas, desde que queiram permanecer em nossa fé (Deut 16:19).
Por fim, se tem no cânon do cristão a Torah, é graças a um Judeu corajoso, e com um desejo enorme de levar o conhecimento e salvação de D-us a todo o mundo, Yeshua, HaMashiach!



Talmud

Conjunto de anotações escritas por rabinos e outros religiosos que se diziam dedicados a estudar a Torah, tendo duas versões: a de Jerusalém e a Babilônica, que diferem apenas em certos aspectos. A palavra Talmud é uma derivação da raiz hebraica "lamad", que significa "estudo". Entretanto, apesar de muitos judeus darem muita importância ao Talmud e de tratarem-no como se fosse autoridade e uns até o tratarem como se estivesse acima dos Escritos no Tanach, na verdade o Talmud é apenas uma coletânea de pensamentos e argumentos de rabinos e estudiosos religiosos, que muitas vezes afastam-se muito dos Escritos da Torah, não estando por diversas vezes diretamente baseado nos ensinamentos do Tanach e nem nos textos dos Profetas.

http://www.fisemg.com.br/default.php?cont_id=52


Pois virá um tempo em que alguns não suportarão mais a sã doutrina; mas, ao sabor de seus próprios apetites e sentindo comichão nos ouvidos, rodearse-ão de uma porção de mestres. Desviarão os ouvidos da verdade e se voltarão para as fábulas. Shaul. (entre varias outras coisas fabulas é: Composição, geralmente em verso, em que se narra um facto cuja verdade moral se oculta sob o véu)
Há muita coisa boa, mas não se esqueça: Examinai tudo. Retende o bem. Shaul.

Anônimo disse...

Caro rosh, louvo o seu espírito democrático e o seu crescimento como homem e como líder, publicando os meus comentários, o que outrora não acontecia. Por mim, não há porque ficarmos chateados, uma vez que toda discussão há de se tirar algum proveito.

Sei que sua posição de líder de uma instituição não lhe confere ampla margem isenta de retratar muitos pensamentos, uma vez que o líder deve guardar coerência e fidelidade ao que a própria congregação apresenta como fé, devendo, com isso, sustentar de forma firme os seus ensinamentos.

Contudo, vejo uma certa 'crise', se me permite, em uma congregação ser apresentada como 'israelita' e, ainda assim, não se alinhar à Halachá, ao Talmud e as tradições milenares dos israelitas.

As criticas contra Caparot ou a imortalidade da alma, são feitas, se me permite, por uma visão meio que estrábica, pois adstritas a letra fria das Escrituras.

Para interpretar as Escrituras, segundo nossos sábios, temos quatro níveis (Pardes), sendo o último o 's' do pardês, sod, o mais profundo e místico, onde tais extraordinários temas podem ser entendidos, ainda que sejam herméticos e de grande dificuldade o aprendizado, pois possui um vocabulário próprio e devemos ao menos, sermos iniciados para adentrarmos no pomar.

Veja que a imortalidade da alma e até mesmo a reencarnação, temas amplamente estudados pela mística judaica, já era crida pelos judeus do I século da era comum, pois o próprio NT dá claras mostras disso, nos evangelhos, quando da apresentação de João Batista, se não me engano.

Caso queiram um site sério e com mensagems de áudio bem proveitosas sobre assuntos, além da letra, acesse www.portaisdacabala.com.br

A Cabalá faz parte desta mística judaica e do nível sod, o mais profundo da torá, onde se recebe informações extraordinárias.

Mas, antes que taxe como 'bruxaria', 'satanismo', algo muito comum entre cristãos desinformados, o que também um dia me alinhei e critiquei, a Cabalá faz parte da tradição judaica e, segundo o Arizal, somente quando tal mística for divulgada aos quatro cantos entre os judeus e aos não judeus interessados, o Messias virá, e que seja em nossos dias, Amém.

Claro que estou falando da Cabalá casher e alinhada com a Torá, sendo sua divulgação aos não judeus, uma forma de mostrar os segredos do universo, da alma, dos espíritos (ruchot) e shedin, nada tendo a ver com proselitismo, pois o interessado em Cabalá não será considerado judeu, a não ser que passe pela conversão segundo a Halachá.

Claro que aceitar tais questionamentos e confrontar a fé praticada até então, parte de um exercício de extrema humildade e despojamento, os quais muitos não estão preparados, o que não é o seu caso. Mas, abrir a mente para coisas até então tidas como tabu ou absolutamente erradas, é difícil, reconheço.

Rosh Yehudah disse...

Que bom que tem ‘aprovado’ meu ‘crescimento’ só por publicar seus comentários (dependendo dos comentários deixarei de crescer e de ser democrático hein...), mas quando julgar necessário a censura a farei sem exitar, enquanto mantiver o nível publicarei o que não mantinha antes, de qualquer forma deixe de atacar a CINA e fazer comparações, não é legal, pois quando ‘falo’ não é de A ou B não é de um grupo especifico. Quem responde pelo judaísmo no mundo? Não tem porque se ofender.

Crise não faz e não fará parte de uma instituição que tem convicção de seus ensinamentos, pois os mesmos estão alinhados a Torah, mas certamente alguns se deixarão levar movidos de uma crise e um desejo enorme de se alinhar a tradições, discussões e pensamentos para se formalizar. Quando se sabe quem é, não se faz necessário alinhar-se a idéias discussões e pensamentos de ninguém para ganhar a identidade.
“Sei que sua posição de “convertido segundo a Halachá” dos “sábios” não lhe confere ampla margem isenta de retratar muitos pensamentos, uma vez que o “convertido segundo a Halachá” deve guardar coerência e fidelidade ao que o próprio Rabino apresenta como fé, devendo, com isso, sustentar de forma firme os seus ensinamentos.”
Sei que se alinhará para adquirir formalidade; entendo sua POSIÇÃO, mas, permita-me, não acho a mais correta. Diferente de onde esteve irá dizer 'AMEN' pra tudo, mesmo sem entender ou concordar...
Quanto ao ‘PaRDeS’ especificamente o sod (oculto), faço minhas as palavras de Shaul e recomendo a ti: examinai tudo e retende o bem. Nem tudo, só pelo fato de ter nascido no seio judaico, ou melhor, ter se desenvolvido no judaísmo rabínico junto a outras culturas e filosofias durante a carência do Templo, é 100% casher. Uma coisa é certa, devido à destruição do Templo se abateu uma carência espiritual sem proporção, inclusive o medo de perder o referencial e a identidade de povo espiritual e santo, já que se deparou com culturas e filosofias ‘espirituais’ de outros povos, com isso muitas coisas passaram a ser casher.
E não foi só no primeiro século que Israel andou errado, já que agora o NT é validado pra justificar sua crença na imortalidade da alma, mas só após a destruição do segundo Templo muita coisa foi formalizada.
A assimilação vem de muito tempo: E ele (Elias) disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei; e buscam a minha vida para me tirarem (1Rs 19:14).
Disse o Eterno: Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou (1Rs 19:18). Imagine de no mínimo seissentos mil ficar sete mil...
O fato de qualquer coisa ou alguém passar pelo ‘crivo’ dos “sábios” não significa que foi aprovado por D-us. Pois a Tora nos alerta: As coisas OCULTAS pertencem ao Eterno, nosso D-us. Porém, as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para cumprir todas as palavras DESTA lei (Deut 29:28). Penso que uma pessoa que se converte ao Eterno e passa cumprir Torah vive o judaísmo, mas o que se converte ao judaísmo (Halachá), não necessariamente serve ao Eterno. Abraço!

A propósito, recebi um recado de protesto de um cristão contra minha fé, mas na verdade o contexto era contra o Talmud e seus ensinamentos, dentre o texto estava este: "Filho meu, ordena o Talmud, atende mais às palavras dos rabinos do que às da Lei" (Tratado Erubin, fls. 21 b), fazendo menção que os judeus obedecem mais aos Rabinos (leis de homem) do que a Torah...
Gosto sempre de julgar favoravelmente antes de fazer qualquer comentário; já que está se convertendo segundo a Halachá dos sábios, já te ensinaram isso também? Ou o convertido obedecerá sem mesmo apresentar este verso do Talmud (se é que é de fato).

Anônimo disse...

Prezado rosh, o crescimento é coisa natural a um jovem como você e, espera-se sim, que o espírito democrático esteja sempre presente e que a censura não volte.

A frase dita no final, atribuída ao Talmud, qual seja, de que devemos atentar mais às palavras dos sábios do que a da Lei, nunca deixou de ser ensinada nos cursos de conversão judaica e procede, pois aos sábios de cada geração, D'us, legitimou as suas decisões e cada sentença emitida deve ser obedecida, sem que nos desviemos para esquerda ou para direita. Você como líder, deve conhecer este preceito previsto em devarim. Cabe ao Talmud (torá oral) explicar a Lei, sem a qual, não saberíamos hoje, por exemplo, guardar corretamente o Shabat, os haguim, o abate casher, etc.
A Lei, sem a explicação dos sábios, periga cair no gosto e na arrogância próprios de cada um e, cada um, cumprirá o Shabat, como bem entender, por exemplo.

Não rosh.

Devemos atentar às palavras dos sábios, muito mais do que as da Lei. A Torá sem o Talmud é como um sino sem badalo. Para nós, Torá não se limita ao pentateuco, mas também dela faz parte o Talmud, a halachá, a cabalá...

Pelo que sempre soube, a CINA lê a Torá no Shabat, acende as velas, com as bençãos no cabalat shabat e segue os preceitos da havdalá, com vela trançada, especiariais, vinho, etc.

Tudo, isso, caro rosh, é Talmud, ensinamento dos sábios.

A Benção das velas, diz vetsvanu lehadlic (que nos ordenaste acender...). Me diga, onde na Lei, no pentateuco, D'us ORDENOU acender as velas de Shabat??? Você não encontrará e, ainda assim, a CINA segue tal ensinamento 'contra' a Torá...

Vai entender...

Penso e digo, como amigo, que o líder antes de criticar as halachot, o shulchan aruch, deveria olhar para dentro da própria instituição ao qual faz parte, para ver se ela observa ou não preceitos além do pentateuco, para que não caia em contradição.

Eu entendo todas estas tradições, pois sempre coube aos sábios, todos possuidores da shefa de D'us, explicar preceitos do pentateuco, independentemente do Templo. O Templo somente nos é esperada a sua reconstrução para que possamos cumprir mais mitsvot, somente.

E,para finalizar, 'dizer amen para tudo' dispensa comentários, pois nós sabemos muito bem qual a instituição religiosa que se exige a cada membro dizer 'amen para tudo', sob pena de exclusão...
Um abraço.

Rosh Yehudah disse...

Por isso sempre uso o verso: examinai e retende o bem. Nunca disse que é ruim e, pelo contrário, não diminuí nenhuma tradição, pois sei que são usadas como cerca de proteção as mitsvot. Será que não entende... Tem que se a deter ao assunto que estávamos falando; não falávamos de acendimento de velas... Falávamos de imortalidade da alma, misticismo etc...
Não estou falando das que são ‘contra’ (a favor) a Torá. Mas a de convir comigo que há coisas que soa sem o sino, é meio estranho, não vejo respaldo na Torá escrita, por exemplo... Bom, deixa... Como já disse, respeito.
Sempre buscamos transparência com os membros, e sabemos quem se eximi, percebemos a dificuldades de muitos devido à complexidade da teshuvah. Nunca os impedimos de pensar diferente, mas sim, de não expor sem autorização da liderança tal pensamento... Sei que muitos preferem sair a se expor, ou se expõem de maneira indevida indisposto a conversar... Será que pastores, rabinos, padres, ou qualquer tipo de liderança, deixariam propagar ensinamentos ou rebeldia contrario ao já exposto? Tente fazer isso em sua instituição e veremos se vai permanecer lá... LÁ sim, com certeza há exclusão! só que ainda não te falaram, você pensa que não tem e julga-nos mal... Não se engane amigo...
Enfim, quem nos conhece sabe que somos amigos... Mas sérios!

Quando quiser mandar recados, estudos etc... esteja à-vontade para mandar no meu e-mail...
Abraço Iosef!

Anônimo disse...

caríssimo rosh, mais uma vez, louvo o seu progresso e enalteço a sua função como líder religioso, uma das atividades que entendo ser de máxima responsabilidade e de uma árdua, mais enobrecedora, tarefa aqui na terra.

Creio que sua evolução, como já reconhecido antes, o levará cada vez mais a uma posição de destaque, diante de sua comunidade, o que é merecido, por seu esforço, honestidade e sinceridade.

Mas, deixando os agrados para trás, eu sei que a CINA tem muito boa vontade de fazer um processo honesto de teshuvá a D'us (na verdade, esta teshuvá é ao judaísmo, pelos inúmeros itens da tradição judaica que a permeiam)e, somente a título de 'provocação' no bom sentido (não poderia ser diferente) é que citei apenas alguns assuntos da tradição para mostrar que tanto o judaísmo tradicional, guardadas as diferenças, como a CINA, guardam alguma sintonia.

E, como líder, a instituição deve ter regras claras para a manutenção da ordem, que devem ser aplicada por quem está à frente.

Só que nem sempre um descontentamento, uma chateação, uma palavra mais dura, deve ser encarada como desordem ou rebeldia.

Muitas vezes é nesta 'rebeldia' que as coisas melhoram, pois o 'descontentamento' pode ser uma forma de querer ajudar a melhorar.

Se não há uma voz discordante que se faça presente, cai-se no continuismo, no marasmo e a coisa pode ir ficando cada vez mais monótona até o seu fim.

Quando falo de exclusão, a CINA, não dá opção para o membro excluído, pois ela monopoliza o seu seguimento.

Já o judeu, ou convertido ao judaísmo, que é associado de uma sinagoga, ainda que ele cometa uma barbaridade e seja daquela sinagoga excluido, ele poderá se associar a uma outra sinagoga daquela vertente anterior, pois são sinagogas independentes, não há um papa, como no catolicismo ou um Presidente Nacional, como no caso da CINA.

Judeu será sempre judeu e, o convertido também será sempre judeu apos a conversão. Não há processo de desconversão. Não há excomunhão no judaísmo.

A exclusão da comunidade (excomunhão) prevista na Torá, como punição de certos pecados, é de ordem espiritual, pois D'us pode excluir alguem espiritualmente da comunidade, pelos seus atos de transgressões à Torá e, esta pessoa pode continuar tranquilamente sendo membro de uma sinagoga, uma vez que estes pecados podem ser cometidos sem o conhecimento das pessoas, mas de D'us, sim. É membro, mas excluído espiritualmente por D'us. Membro só na aparência.

Por sua vez, outros judeus não estão vinculados à sinagoga alguma e, permanecem vinculados espiritualmente na comunidade judaica.

Aliás, a exclusão a que estamos nos referindo é aquela ao pé da letra mesmo, ou seja, aquela que retira o membro da institução física.

E, neste sentido, temos que concordar, pois um louco não pode permanecer em comunidade.

Mas, o que vejo, se me permite, é que se o membro é cristão até a alma, um típico evangélico(sem qualquer conotação negativa) ainda que já tendo passado pela tevilá, portanto, membro da CINA, a complacência da liderança é tamanha e esta pessoa é tratada com toda complacência, mesmo com todo o seu ranço, linguajar e trejeitos evangélicos (sempre no bom sentido).

Agora, com aquele que é um não judeu, que nunca foi cristão, também que passou pela Tevilá, portanto membro da CINA, que sempre praticou a fé judaica, mas desconhece que o judaísmo tradicional poderia aceitá-lo, pelo simples fato de não crer em Yeshua/Jesus e no NT, ele é logo tido como um inimigo, herege, rebelde, ou coisa que o valha, esquecendo-se que este poderá ser um grande amigo e que irá somar no conhecimento de judaísmo para o crescimento da instituição.

Aí, o que acontece?.

O que vemos?

A CINA, mesmo com a roupagem toda ela judaica (talit, quipá, alguma tradição litúrgica, etc.), possui um corpo pulsante só de cristãos, no sentido mais estrito da palavra.

Será que ninguém aí, ainda viu isso?

Mas, tudo bem. Opção de vocês...
Um grande abraço.

Rosh Yehudah disse...

Ha tempo pra tudo nesta vida... Mas antes da colheita, tem um longo tempo de plantação! Somos pacientes!
Com certeza nunca participou de uma reunião de lideres em nossa comunidade, pois se tivesse participado saberia se há ou não uma voz ‘discordante’ não no sentido literal da palavra, mas uma voz que tem uma opinião diferente ou um ponto de vista que venha a ‘somar’ realmente. Sendo assim não pode falar! Não pensamos em nós mesmo, nem em determinadas localidades, mas na comunidade como um todo, por isso, parece que cai no ‘marasmo’. Sabe o que percebi nestes anos? Os que abraçam mais facilmente o judaísmo facilmente também perdem a sensibilidade e a misericórdia, tornado-se presunçosos e impacientes, alias, li também sobre isso, sobre em um livro sobre teshuvah. Na verdade quando li me tirou um peso, pois poderia estar sendo presunçoso.
Com certeza sabe quanto tempo dura a conversão de uma pessoa no judaísmo tradicional; por mais inteligente que ela seja não demora menos de dois anos, isso o mínimo. Imagine de uma comunidade que tem representações em mais de cem cidades, a de convir que não é fácil.
Sobre expulsão com certeza não sabe de nenhum caso de expulsão em nossa comunidade, ta falando sem conhecimento... Mas tudo bem! Não vou comentar!

O que você acha louvável sobre a troca de sinagoga, claro, caso precise, é igual os evangélicos, por terem uma igreja ao seu gosto. É um conforto! Entretanto vejo isso como enfraquecimento da comunidade, pois nunca ouviu falar sobre “Cherem” ou “Hérem” (a mais alta censura eclesiástica na comunidade judaica) que a comunidade judaica praticava ante e que após os judeus serem integrado as nações gentílicas a comunidade perdeu sua autonomia?! Hoje os ortodoxos não reconhecem muitas comunidades e cada um segue seu caminho...
Sobre os cristãos, na verdade, nunca me importei e não me importo de onde as pessoas vêm, mas que a cima de tudo elas sejam sinceras, pois acredito que os sinceros que não tem reservas em ralação as coisas de HaShem aprenderá, o tempo, precisamente de cada um não da pra avaliar, mas a sinceridade sim! É difícil, sei disso, lhe dar com a ‘bagagem’ dos outros, mas... Paciência, pois D-us tem tanto conosco...

Abraço Yossef!

Anônimo disse...

Querido rosh, acato as suas explicações, pois ninguém melhor do que você para conhecer a congregação ao qual lidera.

Claro que reconheço que deve haver paciência (os judeus tiveram muita paciência comigo e a eles sou muito grato...), mas o maior interessado em 'largar' os seus trejeitos e costumes passados é daquele que quer fazer parte de uma comunidade israelita. Ele deve incorporar a alma judia em si e se esforçar muito para isso. Para essas mudanças, deve haver pessoas preparadas na liderança, com conhecimento total de judaísmo, caso contrário será cego guiando cego. Não há qualquer demérito neste comentário, pois deve-se abandonar a prepotência de que já se tem condição de ensinar judaísmo aos membros, algo que é muito complexo e humanamente impossível sem a existência de judeus no seu meio.
Assim como vocês contratam a cantora Varda para os congressos de final de ano (uma cantora profissional), deveriam também contratar religiosos judeus para ensinar a liderança a aprender a liturgia. Não basta ter um sidur à frente. A coisa é muito mais complexa do que parece.

Para o crescimento no meio israelita, deve haver esta troca com os judeus tradicionais e reconhecer que somente com eles é que se irá aprender corretamente aspectos litúrgicos. O judaísmo é uma religião de excelência, onde os mínimos detalhes são observados e a coisa é vista de forma muito séria.

Posso estar errado, mas acho que não há ninguém na CINA que faça a Leitura da Torá, nos moldes judaicos, com a cantilena frente ao rolo, sem os sinais diacríticos, pois mesmo possuindo o sefer Torá, a leitura é feita no Livro e não no rôlo e em português. Se houvesse alguém preparado vocês não leriam no livro, pois havendo um sefer Torá, é uma mitzva ler a parasha diretamente dela. Se o problema é que ninguém dos membros sabe hebraico, a tradução poderia ser feita depois, mas abrir mão de uma leitura direta do sefer torá é algo inadimissível numa congregação israelita.

E olha que tem concorrente de vocês (Ensinando de ...), onde há baal corê (senhor da leitura) já lendo a Torá em hebraico diretamente do rôlo... Veja que os próprios líderes desta instituição estudaram, se esforçaram em conhecer a liturgia sinagogal e não fazem feio.

Mas, não sei se esta é a intenção de vocês.

Em todo caso, como você mesmo disse, devemos ter muita paciência, pois D'us tem esta mesma paciência e misericórdia conosco.
Um abraço.

SEJA BEM VINDO!